Posts de junho \29\UTC 2009

h1

“A diversidade no ateísmo”

29/06/2009

diversidade1Li este artigo no blog da “União Nacional dos Ateus”, e achei muito certo tudo o que foi dito. Por esse motivo, resolvi colar aqui para compartilhar com vocês a idéia. O autor é Fabrício “Pudoca”.

Retirei do link: http://unabrasil.wordpress.com/2009/06/26/a-diversidade-no-ateismo/

______________________________________________________

Unir ateus é como arrebanhar gatos. (Richard Dawkins)

Existe uma tendência incrível de aplicar o modelo religioso a qualquer comunidade de ateus.

A lógica é simplista: as questões que unem ambos os grupos giram em torno da existência  (ou não) de deus. Portanto, suas formas de agrupamento social são semelhantes.

Non sequitur.

Religião

As comunidades religiosas reúnem-se com o objetivo de reafirmar, em grupo, as crenças individuais em um certo conjunto de dogmas. Geralmente têm como características o totalitarismo, a liderança carismática e o expansionismo, o que faz delas organizações políticas verticais bem estruturadas.

A base que as sustenta e garante sua permanência através do tempo, mantendo uma imunidade a qualquer processo dialético interno, é totalmente composta por dogmas. Dogmas são doutrinas sistemáticas impostas com a qualidade de incontestáveis, que descrevem o quêcomo deve ser valorizado pelo indivíduo; e o quê ele deve pensar ecomo deve pensar. Toda forma de religião é uma ideologia.

Ateísmo

Nas comunidades atéias não existem dogmas. Não existem livros sagrados. Não há um líder dizendo como você deve pensar, ou como valorizar cada aspecto de sua vida. Não somos, em absoluto, uma “igreja ateísta”.

Enquanto a essência das Igrejas reúne seus indivíduos em torno de um único ideal, roubando-lhes a identidade, entre ateus se observa a mais profunda anarquia e diversidade de pensamentos. Somos kantianos, nietzscheanos, marxistas, freudianos, darwinistas, sartrianos, hedonistas, humanistas, naturalistas… cada um tem sua forma de ver o mundo, seus “óculos da verdade”. Cada um tem sua forma de valorizar a existência.

Somos indivíduos pensantes e chegamos até aqui pelos mais diversos caminhos, com nossas próprias pernas. E isso nos faz maravilhosamente diferentes uns dos outros.

Cada um na sua, mas com alguma coisa em comum

Alguns objetivos nos mantêm unidos.

Queremos vigiar de perto o Estado e os flertes indecentes que recebe das religiões, tentando violar seu laicismo. Queremos articular um mecanismo que possa defender os direitos individuais que forem ultrajados por discriminação religiosa. Queremos mostrar que a ausência de deus não torna ninguém menos feliz ou menos ético; e que a própria hipótese de deus pode ser irrelevante para uma vida plena e saudável. Queremos zelar para que nossas crianças recebam um ensino público saudável e desprendido de qualquer vínculo religioso. Queremos que nossas crianças perguntem mais.

Buscamos, ainda, um canto onde possamos abordar os mais diversos assuntos de interesse da humanidade, com a esperança de que nossos opositores serão livres para o exercício da dialética. Um lugar para trocar experiências e valorizar a vida, sem a coação das terríveis ameaças eternas.

Um lugar de combate às mentiras, ao medo e ao niilismo; onde possamos demolir qualquer moralidade pautada em outro mundo.

Onde compartilhemos a visão do homem como criador único de seus próprios valores.

E, acima de tudo: um lugar onde quem esteja chegando não se sinta sozinho.

Bem-vindo à UNA.

h1

Sono e Sonho

16/06/2009

"Persistência da Memória" [1931] de Salvador Dalí.

Muitas pessoas costumam fazer uma série de perguntas sobre o sono, e o sonho. Têm dúvidas sobre o que é, como e porquê ocorre. É difícil achar sites e livros que respondam de maneira clara e objetiva para as pessoas, principalmente àquelas que não trabalham/estudam na área da neurociência.

Por esse motivo, resolvi postar aqui, algumas perguntas e respostas que achei num livro muito legal (que achei na internet para baixar). Ele não trata apenas sobre esse assunto, aborda várias coisas, mas ele responde várias perguntas a respeito do sono, sonho e coisas afins. Esse livro é o “Guia dos Curiosos – O Livro das Perguntas e Respostas”. Nem preciso dizer que esse livro é ótimo e que, para todos os curiosos de plantão, ter ao menos um livro do Marcelo Duarte, da coleção “Guia dos Curiosos”, é obrigatório na sua biblioteca particular. ;)

Boa leitura!

_____________________________________________________________ 


De onde vêm os sonhos?

Uma pessoa acordada usa a consciência para tomar decisões e agir. Ela é a parte do cérebro que convive e atua no dia-a-dia. Entre os vários níveis da consciência, existe o subconsciente. Ele, além de guardar as memórias pessoais, também é o responsável pela criação dos sonhos. Durante o sono, o subconsciente formula histórias para se comunicar com o consciente.


O que acontece com o nosso corpo quando estamos
dormindo e sonhando?

Fisicamente, as condições em que os sonhos acontecem são bastante antagônicas: “ao mesmo tempo que o corpo fica relaxado, trata-se de um momento de intensa atividade cerebral”, diz Fernando Rocha Nobre, psicólogo e editor do jornal Sonhos, em Belo Horizonte. Durante o sono, os olhos se movem ininterruptamente, como se estivessem enxergando as cenas experimentadas. O resto do corpo, em um mecanismo de defesa, fica completamente relaxado (exceto nas pessoas que sofrem de sonambulismo). “De acordo com as emoções vividas no sonho, podem ocorrer suores e alterações nos batimentos cardíacos”, explica o psicólogo.


O que é sonambulismo?

Ele é provocado por uma arritmia cerebral, geralmente hereditária, e acontece com mais freqüência entre crianças de três a dez anos. Trata-se de um distúrbio benigno que ocorre na primeira das seis passagens noturnas de um sono mais profundo para uma mais superficial. As funções motoras despertam, enquanto a consciência continua dormindo. O sonâmbulo se movimenta, mas não sabe o que está acontecendo.


Por quanto tempo um homem agüenta ficar sem dormir?

Experimentos científicos revelaram que após quatro dias é impossível ficar acordado sem seqüelas. Durante a ditadura militar, esse era um dos métodos de tortura utilizados e acredita-se que pessoas morreram em decorrência disso. Durante o sono ocorre a recuperação dos músculos e dos ossos, porque ele estimula a secreção de um hormônio regenerativo, além de organizar o nosso lado emocional. Prova disso é o mau-humor e a irritação decorrentes de noites de insônia.


Por que a gente sonha?

O sonho é uma atividade fisiológica e involuntária, como os batimentos cardíacos. Até hoje a ciência não sabe ao certo por que o cérebro o cria. Bloquear os sonhos de um ser humano, que pode ser provocado interrompendo as fases do sono nas quais eles ocorrem, pode afetar gravemente seu comportamento. Isso gera, por exemplo, distúrbios de humor e dificuldade de concentração.


Por que acordamos com o rosto inchado?

Cerca de 70% de nosso corpo é constituído de líquidos e a posição em que dormimos facilita o acúmulo deles na parte superior do corpo. Durante o dia, os líquidos tendem a se concentrar na pernas e nos pés.


Por que as pessoas roncam?

O que causa o ronco é uma obstrução parcial das vias respiratórias, que pode ocorrer por vários motivos, como rinites, desvio do septo nasal e sinusite. A obstrução relaxa os músculos do tórax, que provoca a abertura involuntária da boca. O ar que entra encontra resistência na língua, na úvula (campainha) e nas amídalas e vibra, como se estivesse dentro de um aparelho de sopro.


Por que às vezes, quando estamos pegando no sono, temos a
sensação de que estamos caindo?

Isso é a alucinação hipogênica, o momento exato em que o sono está sendo gerado. Acontecem abalos motores que, quando mais intensos, refletem-se nos músculos, criando a sensação de queda.


Por que babamos quando dormimos?

Existem dois tipos de deglutição: as voluntárias e as reflexas. A fonoaudióloga Beatriz Vidigal explica que durante a noite ambas trabalham com menor intensidade do que de dia, o que gera um acúmulo maior de saliva. Além disso, a musculatura ao redor da boca fica mais relaxada e, dependendo da posição em que se dorme, é comum ocorrer a compressão da bochecha. Tudo isso pode causar a baba. “Outro fator agravante neste aspecto é a respiração oral, que pode ser corrigida por meio de tratamento otorrinolaringológico”, complementa a profissional.

Por que bocejamos?

Quando estamos cansados ou entediados o metabolismo fica mais lento e o nível de gás carbônico no sangue tende a aumentar. Durante o bocejo, a pessoa inspira mais ar e o organismo se equilibra. Isso porque a quantidade de oxigênio na corrente sangüínea aumenta.

Por que bocejar é tão contagioso?

Na espécie humana, a imitação é muitas vezes um ato reflexo. O bocejo, por ser um instinto básico e primitivo, acaba se tornando um estímulo para as pessoas que o observam. A resposta do corpo é praticamente automática, de forma similar ao que acontece com o riso em situações de grupo.


Por que em algumas noites não sonhamos e em outras não
conseguimos lembrar dos sonhos?

“Não existem noites em que não sonhamos”, garante o psicólogo Fernando Rocha Nobre. O que é comum acontecer, segundo ele, é a pessoa não se lembrar dos sonhos. E complementa: “podem ser vários os fatores causadores de tal esquecimento: falta de interesse e vontade de lembrar-se dos sonhos, consumo de álcool, despertar rápido e repentino, uso de medicamentos antidepressivos e tranqüilizantes ou estresse”, detalha.


Por que quando dormimos muito acordamos com os olhos
inchados?

Durante o dia, os líquidos do nosso corpo tendem a se acumular na região das pernas por causa da gravidade. Quando estamos dormindo a cabeça recebe uma quantidade maior de água. Por isso acordamos com o rosto inchado depois de uma bela noite de sono.

Por que sentimos sono após as refeições?

Aquela vontade de dormir após as refeições acontece porque nosso organismo sofre algumas alterações depois que comemos. Uma delas é o aumento das concentrações de glicose no sangue (glicemia), que leva a uma menor atividade de alerta. Temos um centro no sistema nervoso central responsável pela vontade de comer. Essa região fica localizada próxima ao centro que controla o estado de alerta. Assim, depois de consumir alimentos, o aumento da glicemia estimula o sono. Também podemos sentir sono depois de comer muito. Isso porque a informação de saciedade que é levada ao cérebro nos faz perder o estado de alerta.

Um terceiro motivo é que o organismo passa por ritmos biológicos que variam durante o dia. No meio do dia (ou hora do almoço) temos um declínio desses ritmos. A dica para não ter tanta vontade de dormir é diminuir o consumo de alimentos que promovam elevada concentração de glicose no sangue (como doces, geléias e mel) e dar preferência a alimentos de baixo índice glicêmico (pães integrais, arroz, feijão e lentilha).

Por que um barulho que escutamos quando estamos dormindo passa a fazer parte do sonho?

Inserir um ruído externo dentro de um sonho é um mecanismo utilizado pelo inconsciente para evitar que a pessoa acorde. Isso só acontece quando o som está em uma determinada altura: não pode ser alto o bastante para acordar quem dorme, nem tão baixo que passe despercebido.

Quanto tempo dura um sonho?

Antes acreditava-se que os sonhos aconteciam em frações de segundos, mas hoje sabemos que eles acontecem em tempo real na nossa mente, na mesma velocidade que imaginamos estar vivenciando-os. Um sonho costuma durar de 10 a 40 min e relaciona-se sempre com nossos medos, preocupações, desejos ou coisas que estão para acontecer. Há pessoas que acreditam não sonhar, mas elas apenas não se recordam com o que sonharam. Para lembrarmos um sonho, é preciso acordar no momento em que ele acontece.

Fonte: Livro “Guia dos Curiosos – O Livro das Perguntas e Respostas”.
Autor: Marcelo Duarte.
Editora: Cia das Letras.

h1

Mudança ortográfica na Língua Portuguesa

13/06/2009

Sobre a recente mudança ortográfica na Língua Portuguesa

Quem me conhece sabe que sou totalmente contra essa tamanha, com o perdão da palavra, BURRICE que foi a mudança ortográfica deste ano da Língua Portuguesa. Mudaram com a desculpa que, desta forma, diminuiria as diferenças na linguagem e entendimento entre os países que falam a Língua Portuguesa. Sempre fui a favor de mudar o nome da nossa língua para “Língua Brasileira”. Pois faz séculos que a nossa língua se distinguiu da língua falada lá em Portugal. Na verdade se formos pensar bem, quem mudou mais foram eles… dizem que o Português falado aqui no Brasil, especialmente nos lugares colonizados por portugueses, é mais próximo do Português falado na época que foi descoberto o Brasil, em Portugal, do que o Português falado pelos portugueses hoje em dia por lá.
Penso que devemos mudar o nome de nossa língua porque nossos sotaques, expressões, gírias, escrita, palavras designadas a determinadas situações e objetos, tudo é muito diferente do que temos aqui no Brasil. A escrita em si, a ortografia, é o de menos. Isso até conseguimos entender. O que não entendemos, é o que eles querem dizer com certas palavras. Palavras que não existem em nosso vocabulário, ou palavras que em Portugal significa uma coisa, e aqui no Brasil significa outra totalmente diferente. O que pode causar muitas situações um tanto… constrangedoras, caso conversamos com um português legítimo.
Na tv a cabo existe um canal português chamado RTP. Às vezes, quando estou passando pelos canais, para achar algo para assistir, acabo parando um pouco na RTP só por curiosidade. E o que eu percebo?? Não entendo muita coisa que falam. Pra mim é como se fosse outra língua. Entendo mais os canais falados em Inglês ou Espanhol do que o Português falado em Portugal. Isso não é um pouco estranho? Por que eu não entenderia alguém falando a minha “própria língua”? Tanto no Brasil, como em Portugal, nós não falamos teoricamente a mesma língua? Português? Então por que eu não entendo o que falam? E entendo mais outras línguas? Vocês acham que mudando a ortografia, tirando determinados acentos, hífen, trema etc vai melhorar a compreensão entre os povos que falam o Português (que são 7 países)? É óbvio que não!
Por isso que sou totalmente contra essa absurda mudança ortográfica. Que só irá causar dor de cabeça para os professores de Português das escolas, confusão na cabeça dos alunos, desperdício de dinheiro para reeditar livros com a atual ortografia etc. Fora que que determinados acentos e tremas eram essenciais na compreensão de determinadas palavras e frases. Me recuso a aceitar essa mudança. Sempre sou a favor de mudanças, desde que ela traga benefícios e progresso à população ou a uma pessoa específica. Mas se essa mudança trará mais malefícios que benefícios, penso que deveriam deixar como está.
Precisam é melhorar o ensino da Língua Portuguesa (e de outras disciplinas também) no Ensino Fundamental, incentivar a leitura e a escrita, estimular a curiosidade dos alunos a querer conhecer mais sobre as coisas que os rodeiam, enfim… se preocupar com o que realmente interessa, e que realmente faça com que haja um maior progresso, compreensão da nossa Língua.
Parece que fizeram essa alteração na Língua Portuguesa por não ter mais o que fazer, e as pessoas responsáveis por essa mudança nunca lidaram com o Ensino, Educação, e não lêem (opa! Agora é “leem”) muito. Fora que não costumam conversar com pessoas dos outros países que também falam o nosso idioma (é algo que concluí apenas, não tenho como confirmar).
Esses dias eu estava lendo uma revista portuguesa, e muita coisa fiquei sem entender. Não sabia que palavras eram aquelas ou o que queriam dizer (exemplos). Não fazia sentido algum. E algumas, pelo contexto consegui decifrar. Que espécie de mudança ortográfica é essa que, mesmo mudando, eu continuo sem entender os nossos colegas portugueses?
Absurdo isso!
Para finalizar, peço para darem uma olhada nessa figura e texto extra que recebi por e-mail há um tempo atrás, sobre a Língua Portuguesa e a mudança ortográfica. É pra rir ou pra ficar com raiva? Acho que as duas coisas juntas… :P

Leiam bastante! Qualquer coisa que cair na mão de vocês! Informação é tudo! E ter opinião própria sobre os assuntos que nos cercam é essencial! ;)

Fê.

PS: Não deixem de olhar este site, que mostra várias diferenças de palavras e expressões entre Brasil e Portugal. É gritante a diferença (e dá pra rir bastante!): http://www.alzirazulmira.com/diferencas.htm
________________________________________________________________________________________

brasileiro_portugues01Lembrando também que a região GLÚTEA (bunda) lá se chama CU.

Assim, quando a mãe diz que vai aplicar uma injeção na nádega do rapaz diz ‘vou aplicar uma pica no cu do puto’

E se for uma palmada numa criança fala ‘meto-te cinco dedos no cu, canalha’

E o pessoal preocupado com o trema, hífen…

Lembrando tambémLembrando também que a região GLÚTEA (bunda) lá se chama CU.
Assim, quando a mãe diz que vai aplicar uma injeção na nádega do rapaz diz ‘vou aplicar uma pica no cu do puto’
E se for uma palmada numa criança fala ‘meto-te cinco dedos no cu, canalha’
E o pessoal preocupado com o trema, hífen… que a região GLÚTEA (bunda) lá se chama CU.
Assim, quando a mãe diz que vai aplicar uma injeção na nádega do rapaz diz ‘vou aplicar uma pica no cu do puto’
E se for uma palmada numa criança fala ‘meto-te cinco dedos no cu, canalha’
E o pessoal preocupado com o trema, hífen…

h1

A invenção do computador

05/06/2009

 

Este foi o primeiro computador. Pequeno, né? :D

Este foi o primeiro computador. Pequeno, né? :D

COMPUTADOR

O primeiro homem a imaginar e construir um computador de verdade foi o matemático, filósofo, economista e escritor inglês Charles Babbage (1791-1871). Respeitado pelas imprecisões que encontrou nas tabelas matemáticas de sua época. Babbage (pai do velocímetro, do limpa-trilhos das locomotivas e das primeiras tabelas confiáveis de expectativa de vida) construiu entre 1821 e 1832 um sistema de engrenagens e rodas dentadas denominado “Mecanismo Diferencial número 1″, o tataravô dos computadores. Com suas 2 mil peças de aço e bronze, ele podia calcular de maneira rápida e precisa complexos cálculos matemáticos. Babbage conseguiu, no entanto, construir apenas modelos simples, porque os metalúrgicos da época não eram capazes de produzir as centenas de pecinhas de precisão que o mecanismo requeria. Planejado entre 1847 e 1849, o “Mecanismo Diferencial número 2″, com o dobro de peças, só seria construído em 1991, pelo museu de Ciência de Londres, em homenagem ao bicentenário do nascimento do inventor. O projeto foi baseado em vinte desenhos deixados por Babbage.
Novos experimentos levaram Babbage a projetar, em 1834, o ainda mais complexo “Mecanismo Analítico”, para desempenhar funções algébricas. Ele apresentava todas as partes essenciais de um computador moderno: circuitos lógicos, memória, armazenagem e recuperação de dados. O mais importante é que ele era programável. A aliada de Babbage em seu trabalho, a escritora e matemática Augusta Ada King (1815-52), condessa de Lovelace e única filha legítima do poeta Lord Byron, foi a primeira programadora de computador da História. Augusta descreveu o primeiro conjunto de instruções de computador para pedir à máquina que computasse uma série (conhecida como “números de Bernoulli”) gerada por uma complexa equação matemática. Ela produziu um programa que deveria ser escrito em cartões perfurados, que haviam sido inventados em 1728 por um tecelão francês, Joseph-Marie Jacquard, para tecer padrões em teares. Permitindo (através de uma perfuração) ou bloqueando (pela ausência de perfuração) a passagem da agulha, o sistema desses cartões antecipou a linguagem liga-desliga (binária) dos computadores eletrônicos atuais. Babbage já tinha construído um pedaço da máquina quando morreu. Ela nunca chegou a ser finalizada.

O primeiro computador digital eletrônico foi o Eniac, construído pelo engenheiro elétrico John Presper Eckert Jr. (1919-95) e pelo físico John William Mauchly (1907-80), na Escola Moore de Engenharia Elétrica, da Universidade da Pensilvânia, e pelo Laboratório de Pesquisas Balísticas, do Exército americano. Apresentado em 15 de fevereiro de 1946, ele ocupava uma área de 93 metros quadrados, tinha a altura de dois andares e pesava trinta toneladas. Em seu interior, 17468 enormes válvulas piscavam ininterruptamente. Apesar de seu tamanho, o Eniac (sigla, em inglês, para computador e integrador numérico eletrônico) era na verdade um ignorante. Cometia erros e quebrava repetidamente, porque seus tubos sempre se queimavam. Construído para calcular tabelas de artilharia, o computador de 450 mil dólares podia realizar 5 mil adições e 3500 multiplicações por segundo. O Pentium Pro, lançado em 1996, é capaz de efetuar 300 milhões de operações por segundo. O Eniac, portanto, seria 85 mil vezes mais lento.

Há uma grande polêmica envolvendo a invenção do computador eletrônico. John Atanasoff (1904-95), professor da Universidade de Iowa, contou que a idéia de inventar um computador lhe ocorreu numa hospedaria de Illinois, em 1937. Seria operado eletronicamente e usaria números binários, em vez dos tradicionais números decimais. Daí a poucos meses, ele e um talentoso ex-aluno, Clifford Berry, haviam criado um tosco protótipo de computador eletrônico, que utilizava válvulas, tambores rotativos e cartões perfurados para a introdução de dados. A execução do projeto custou mil dólares. No ano seguinte, John Mauchly, apresentado a Atanasoff num seminário, foi convidado a conhecer o computador. Depois, ficou hospedado vários dias em sua casa, onde soube de detalhes do projeto.

Atanasoff estava por requerer a patente de seu computador quando foi convocado a Washington, no início da Segunda Guerra Mundial, para fazer pesquisas de física para a Marinha. No mesmo período, Mauchly e Eckert construíram o Eniac. No verão de 1944, os dois simplificaram sua invenção usando o esquema binário desenvolvido por Atanasoff. Estava criado assim o Univac, que começou a ser vendido em 1946 e se tornou o protótipo dos computadores de grande porte atuais.

O primeiro computador brasileiro foi construído na Universidade de São Paulo, em 1972, e era conhecido pelo apelido de “Patinho Feio”.

Microcomputador

Em 1975, a revista americana Popular Eletronics chegou às bancas ostentando na capa a figura de uma máquina retangular, anunciada como o resultado de uma revolução. Era, segundo a revista, “o primeiro kit de minicomputador do mundo”, que chegava para rivalizar com os modelos comerciais.Nela, o leitor encontrava instruções para montar em casa o Altair 8800, que deveria ser comprado por reembolso postal. Em duas letras, era o primeiro PC, ou Personal Computer. Fabricada pela Mits (Micro Instruments and Telemetry Systems), a máquina era ainda muito rudimentar e exigia razoável habilidade para ser montada. Não dispunha de teclado nem de monitor de vídeo. Os comandos e dados tinham de ser introduzidos girando-se chaves, e os resultados precisavam ser decifrados por meio de uma complicada combinação de luzes que se acendiam e se apagavam num painel frontal da máquina.

A Guerra do Vietnã e a crise do dólar obrigaram o governo americano a desacelerar o programa espacial. Sem as verbas do passado, as empresas fornecedoras cortaram projetos e dispensaram funcionários. Assim, milhares de engenheiros e cientistas desempregados fundaram pequenas empresas para aplicar os conhecimentos acumulados no desenvolvimento de produtos para o setor privado. A Mits, responsável pelo lançamento do Altair, por exemplo, foi criada em 1969 pelo engenheiro Edwards Roberts, um ex-oficial da Força Aérea, numa tentativa de salvar sua firma da falência, depois do fracasso de uma calculadora eletrônica. De outra empresa, a Fairchild Semiconductor, fabricante de circuitos eletrônicos, saíram os engenheiros que fundaram em 1966 a Intel (Integrated Eletronics), que criou o primeiro microprocessador programável do mundo, o 8008. Daí para frente, os micros se sucederam com uma enorme velocidade.

Acho que no mercado mundial há lugar talvez para cinco computadores.

Thomas Watson, presidente do conselho de administração da IBM, em 1943.
 

*Texto copiado de  ”O Livro Das Invenções”, de Marcelo Duarte, Cia. Das Letras. 1997.

h1

Nerds são bons de cama

03/06/2009

Mais uma homenagem ao Dia do Orgulho Nerd, que foi dia 25 de maio, e a todos os meus amigos, amigas, ex-namorados e outros tipos de ex’s que são da Computação, Sistemas de Informação e afins. ;)
Leiam esse artigo tirado do blog de uma xará minha, Fernanda. O endereço do blog está no final do artigo.
Beijinhos!

Fê.
_______________________________
Nerds e geeks são os melhores na cama

Hoje é Dia do Orgulho Nerd e, se os resultados de duas pesquisas divulgadas pela empresa ps3pricecompare na Inglaterra forem reais, eles têm motivos de sobra para se orgulharem. Parece que, além de computadores, Star Trek, Star Wars e afins, esses mocinhos tímidos também gostam bastante de sexo. E mandam bem.

A primeira pesquisa ouviu 2000 pessoas que estavam em relacionamentos estáveis e descobriu que os rapazes que trabalham no setor de tecnologia são menos egoístas na cama e mais abertos ao uso de brinquedinhos eróticos, ao contrário dos fortões que trabalham em academia, que tendem a ser mais egoístas. O outro levantamento ouviu 2.084 homens e mulheres em relacionamentos estáveis e também descobriu que os nerds são os mais preocupados em dar prazer à parceira na cama (os fortões ficaram para trás novamente). Quando questionados se “durante o sexo, você coloca o prazer da sua parceira à frente do seu?” a porcentagem de homens de cada categoria profissional que disse sim foi a seguinte:

1- profissionais de Tecnologia da Informação (TI) – 82%

2- profissionais de escritório– 74%
3- desempregados – 69%%
4- trabalhadores manuais– 53%
5- empresários – 49%
6- trabalhadores do setor de esporte e fitness – 41%

Alguém aí já comprovou se essas pesquisas estão certas?

Fonte: http://colunas.epoca.globo.com/sexpedia/ Acessado em: 03 de junho de 2009, às 02:30 hs.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.